Sobre vacina contra a covid-19 e atraso biotecnológico

Da coluna Política, do jornal O Otimista

Imunizante está sendo desenvolvido em mais de um país / REUTERS/Dado Ruvic

A pandemia foi muito além de escancarar nossas chagas sociais, nos fazer enxergar invisíveis e mostrar que a vida é muito mais do que imaginávamos. O País, que se destaca em várias outras áreas, não tem biociência de ponta. Prova disso é o debate sobre os modelos de vacina contra a covid-19. O Brasil pode até ser a nacionalidade de cérebros que integram ou comandam equipes de alto nível mundo afora. São talentos individuais. Mas, ainda está distante de entrar no seleto clube das nações que protagonizam, atualmente, a mais bilionária das guerras científicas e comerciais de que se tem notícia.


Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, China, Japão e Rússia, para ficarmos somente nos mais badalados, entre prêmios Nobel e centros científicos globais, concentram mais da metade dos prêmios Nobel do mundo. Enquanto isso, autoridades brasileiras, perdem-se em discussões sobre o País ser fornecedor dos insumos para fabricação do imunizante ou de que lugar do planeta o produto será importado. Nessa perspectiva, a pandemia permite mais uma reflexão sobre nós, brasileiros, e nosso lugar no mundo – sabendo-se que o cenário levará gerações para mudar.

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