Auxílio emergencial pode transformr Bolsonaro de aliado a refém do centrão

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, buscam recursos para manter o auxílio emergencial.

O tão aguardado auxílio emergencial, com prováveis quatro parcelas de R$ 250,00, a partir de março, deverá ser votado nos próximos dias. A ajuda financeira vai socorrer os mais vulneráveis, oxigenar a economia, ajudar na arrecadação de estados e municípios e, de quebra, agradar a classe política – com exceção do presidente da República. Bolsonaro sempre foi contra – desde a primeira edição, no ano passado. Especulativamente, por insensibilidade social, haja vista o que ele faz e diz sobre a pandemia. Mas, sobretudo, porque a situação dramática de milhões de brasileiros acontece em função dos protocolos e decretos restritivos da atividade econômica.

Bolsonaro sempre investiu na falsa e mortal polêmica de priorização da economia, em detrimento da biossegurança humana. Eis a gênesis que o leva a ser contra o auxílio. Bolsonaro parte do seguinte raciocínio: não com o meu aval, a economia travou e, agora, todos – Congresso, governadores e prefeitos -, fazem pressão para o Governo Federal renovar o auxílio. Mas, por mais que discorde, as medidas de isolamento social são absolutamente necessárias, independentemente da pressão sobre sustento e emprego daí decorrentes. E não é porque o presidente é contra que deixará de ter as responsabilidades do principal mandatário da nação.

Planalto sob o domínio da “super bancada”
Sem meias palavras, o centrão, hoje assentado na cúpula do Congresso Nacional, mandou recados muito claros para Bolsonaro e sua equipe econômica: o auxílio emergencial iria sair, com ou sem a participação do Executivo. Neste espaço já foi dito que, atualmente, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), comanda uma “super bancada”, com mais de 300 dos 513 deputados. O pepista manda, hoje, de direito e de fato, no principal parlamento brasileiro. Desse ponto de vista, Bolsonaro pode ter passado de aliado a refém.

O Carnaval da marchinha “bandeira branca”
Hoje se parece com quase tudo – menos com segunda-feira de Carnaval. Nunca se viu no País – logo o Brasil -, algo tão distópico. Mas, por óbvio e diante da situação, é o mais sensato a acontecer. As medidas restritivas de circulação de pessoas e funcionamento de estabelecimento estão corretas e devem ser cumpridas. Tudo dando certo e nada dando errado, outros Carnavais virão.

A polêmica da não obrigatoriedade de máscaras
O deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) é autor de um projeto de lei contra o que ele chama “indústria da multa”, quando a sanção é aplicada a quem não usar máscara – a principal barreira física para o novo coronavírus. O parlamentar diz ser a favor do artefato, mas que as regras deveriam ter caráter educativo, e não punitivo.

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