Para (tentar) entender o governo Bolsonaro

Presidente: falsas convicções, desorganização do pensamento, mania de perseguição e até delírio / montagem


De maneira geral, gestões adquirem características da imagem de quem está no comando. Daí, traços pessoais são claramente identificados, tanto no discurso daquele líder quanto nas ações e reações, diante dos desafios do dia a dia. Nesse sentido, o governo Bolsonaro é a cara do presidente, com suas falsas convicções, desorganização do pensamento, mania de perseguição e até delírio. De forma bem superficial, no conjunto, são sintomas de esquizofrenia. Isso ajuda a explicar porque, mesmo sob intensa pressão e com graves ultimatos públicos dos próprios aliados, ainda estamos assistindo a um mandatário sem arredar o pé daquilo no que acredita.

O problema é que estamos falando de um presidente da República, que chegou ao poder por vias democráticas, num processo eleitoral seguro e votação livre. Mas que, no manejo do enfrentamento da pandemia de covid-19, arrastou o País para o abismo, num cenário de muito sofrimento, desespero e morte. Em circunstâncias do dia a dia, pacientes esquizofrênicos, dependendo do grau, são afastados de suas rotinas e passam a ser assistidos, já que podem representar riscos para si e terceiros. Parece ser esse o diagnóstico político do Brasil. PS: o acompanhamento médico pode ajudar, mas a esquizofrenia não tem cura.

A polarização domina clima na OAB-CE
Assim como a tóxica política partidária nacional, a OAB-CE está polarizada. O atual presidente, Erinaldo Dantas, já se movimenta, de olho na reeleição. A entidade tem um largo histórico de recondução de seus dirigentes. Já a oposição enxerga descumprimento de propostas e projetos pensados na campanha para a advocacia e dificuldades nos repasses como forma de suposto boicote a estruturas internas, como ESA e CAACE. Eis a base do discurso do movimento Muda OAB, que deverá lançar chapa. As eleições, no formato remoto, estão marcadas para novembro.

A mancada de Bolsonaro contra Ciro
Ao mandar a Polícia Federal processar o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o presidente Bolsonaro errou feio. Em somente um lance, o Palácio do Planalto acendeu mais holofotes sobre o pré-candidato em 2022, vitimizou o pedetista e passou o recibo de que a PF se presta a politicagens – uma mácula para a instituição. Sem falar que o inquérito não vai dar em nada.

Motivos e resultados animam Tasso
Experiência, respeito e voz firme é o trinômio que define o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), além da marcante produção. Tanto é assim que a avaliação geral é de que o tucano cumpre um segundo mandato (2014-2022), bem acima do primeiro (2003-2010). O ex-governador trabalha como quem está querendo mais oito anos em Brasília. Motivos e resultados não faltarão.

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