Bolsonarismo, direita e apelos de engajamento

Até 2018, a “direita” era, praticamente, inexistente nas rodas de conversa política no Brasil. Quando se ouvia falar, era algo quase alienígena, citado em notas do noticiário internacional. Foi assim durante décadas, por obra e graça, em parte, do domínio bibliográfico/acadêmico, de alguns dos setores da imprensa e dos próprios políticos que, acanhados, não se assumiam como tal. Quem assim parecia era tachado, no máximo, de conservador ou reacionário. Foi nesse ambiente, inclusive, que o País viu nascer, crescer e chegar ao poder a “esquerda”, tida e havida como redentora dos problemas nacionais – porque não dizer do estoque de dívidas históricas que tínhamos conosco.

Nesse sentido, o bolsonarismo – na compreensão além do que representa a pessoa que hoje é presidente da República -, é um marco nessa linha do tempo. Sem entrar no mérito dos contras ou pros desse perfil, atualmente, cada vez mais políticos que outrora trafegavam no espectro central da política brasileira afastou-se para o referido polo. Basta ver que é cada vez mais frequente a busca de visibilidade desses personagens, para o que sempre estão com uma nova bandeira ou polêmica. Podem ser questões ligadas à pandemia – de teorias conspiratórias ao passaporte da vacina – ou qualquer outro apelo, desde que rendam algum post, story ou direct, com potencial de engajamento.

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