O poderoso Senado e o espetáculo escabroso que macula sua história

Da Coluna Erivaldo Carvalho, d o jorna O Otimista, desta segunda/19:

Plenário do Senado da República: importância na vida do País não condiz com desvio de seus integrantes/Jonas Pereira – Agência Senado

Apesar de a campanha eleitoral ganhar corpo nos rincões de todo o País, esvaziando plenários parlamentares Brasil afora, o Senado Federal começa a semana com uma pesada agenda de sabatinas e votações de nomes indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal de Contas da União (TCU); para quatro diretorias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e um diretor da Comissão de Valores Mobiliários. Alguns assumirão mandatos vitalícios. Outros desempenharão suas atribuições por tempo determinado. Em comum, têm a autonomia para decidir e a responsabilidade do impacto sobre a vida de milhões de brasileiros, quer na seara da justiça (STF), saúde (Anvisa) ou econômica (CVM).

Essa é somente uma pequena amostra do poder que tem um senador, a quem também cabe processar e julgar o presidente da República, autorizar empréstimos externos para estados e municípios, e uma série de outras funções, compartilhadas com os deputados federais ou de competência exclusiva. Tão importantes são que o mandato é de oito anos  – o único entre os eleitos pelo voto popular. Por tudo isso e muito mais, é proporcionalmente chocante o espetáculo escabroso que um dos representantes de Roraima na Casa, Chico Rodrigues (DEM), protagonizou, escondendo dinheiro na cueca numa batida da Polícia Federal. Sob todos os aspectos, é um episódio triste, que macula a história do Senado da República.