Sobre match, relacionamento abusivo e divórcio


Nesta terça-feira foi o dia do “sim”. Depois de muitos afagos mútuos, um match no início do ano e poucos meses de namoro, eis que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o senador Ciro Nogueira subiram ao altar. Durante as cerimônias, as juras de amor, registradas nas redes sociais, não chegaram a surpreender comensais e padrinhos. Há quem diga que o caso é antigo. Coisa de época da adolescência de ambos. Que um sempre pensou no outro, como extensão de si mesmo, numa conexão entre duas partes de um todo, poucas vezes vistas, e que cada um estava apenas esperando a melhor oportunidade para se declarar e correr para os braços um do outro.

Esse momento chegou. Mas a pergunta, principalmente entre os não convidados para a festa, é: até onde vai essa história? Experientes, vindos de outros relacionamentos, tanto Bolsonaro quanto Ciro sabe que ninguém casa para se separar. Mas o divórcio está ali, sempre à espreita. Ainda mais agora, com relacionamentos abusivos, baseados no controle e dependência financeira. O presidente vive de colecionar ex-amores e o senador, igualmente, não hesita em ser cortejado, como já fez no passado. Bolsonaro dependente e o chefe do centrão explorador, debaixo do mesmo teto do Palácio do Planalto, pode não passar de um casamento arranjado – de conveniência e com hora para acabar.

O grande negócio chamado partido político
Quer ser líder político, cacique ou algo do tipo? Tenha um partido para chamar de seu, que você controle ou sobre o qual tenha forte ascendência. A lição é tão velha quanto a disputa pelo poder nos moldes e estrutura que conhecemos. Os exemplos dessa necessidade premente são vastos. De vereadores de comunidade a presidentes da República. Até os andarilhos, que pulam de galho em galho, precisam, mesmo sem fincar raízes históricas, influenciar os rumos da legenda – quando não os próprios. Até porque, no Brasil, ser dono de partido, há tempos virou um grande negócio.

Disputa pela OAB-CE já começou
A votação será somente em novembro, mas há semanas fervilham os bastidores da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE). Já são pelo menos três os nomes postos para disputar o comando da (ainda) prestigiada entidade: o presidente da CAACE, Sávio Aguiar, o provável candidato à reeleição, Erinaldo Dantas, e o presidente da Ajaforte, Daniel Aragão.

Campanha será muito acirrada
Esquadrinhada entre grupos de escritórios de prestígio e medalhões da advocacia cearense – e até entre grupos político-partidários -, a OAB-CE vai para uma das campanhas mais acirradas de sua história, com uma árdua missão: mostrar que é possível fazer política de representatividade sem os encantos do poder e de alto nível. Os operários representados agradecem.

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