Como se movimentam os personagens no teatro da crise

Presidente Bolsonaro perdeu aderência em várias frentes/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Mais da coluna Erivaldo Carvalho desta segunda/9:
Ato 1: parte da classe média antipetista, aos poucos, desembarcou do governo Bolsonaro, lá atrás, na medida em que o presidente colocava os pés pelas mãos. Ato 2: o Supremo Tribunal Federal, depois de reações baba de nenê, resolveu agir à altura, subir o tom e passar um risco no chão. Ato 3: setores consideráveis do PIB nacional, que outrora escondia-se atrás do berço esplêndido, também resolveu se pronunciar. Crise não faz bem aos negócios. Ato 4: cada vez mais isolado na própria bolha, o mandatário segue testando limites, dia pós dia. Aguardemos as próximas cenas.

Bolsonaro, centrão e o ser ou não ser
O poderoso ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, abraçou para si e para os seus a missão de gerenciar o governo Bolsonaro. Como poucos de sua geração, saberá tirar proveito, colhendo os bônus e minimizando os ônus – particularmente nesse momento tenso e desgastante. O presidente já disse que é centrão desde criancinha. Mas o centrão, na cotação do dia, não é bolsonarista.

Senador Omar Aziz passa do ponto
Presidente da mais histórica CPI do Parlamento brasileiro, o senador amazonense Omar Aziz (PSD), vez por outra, passa do ponto. Cada vez mais trava o andamento dos trabalhos para falar de seu colégio eleitoral ou debulhar sermões e frases de efeito. Sem falar nas iscas governistas que morde com facilidade. Ele tratora bem, quando se faz necessário. Deveria ir somente até aí.

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