Longe do ramerrame da política eleitoral, Tasso vai estendendo seu legado

Senador Tasso Jereissati segue fincando bandeiras de largo alcance social

Dois dos três senadores cearenses – Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Podemos) -, mergulharam de  cabeça nas disputas municipais de 2020. No primeiro turno, ambos colheram resultados expressivos e, no segundo, estão, cada um no seu grupo político, tentando resultados positivos em Fortaleza e Caucaia. Enquanto isso, Tasso Jereissati, com seu PSDB desidratado, resolveu, neste 2020, percorrer outros rumos, distante do habitual clima eleitoral. Nos últimos meses, o tucano –  notório parlamentar acima da média do Senado –, segue se destacando em bandeiras estruturantes da vida nacional, com peso de nível histórico.

Integrante da Frente Parlamentar da Renda Básica, Tasso tem discutido com especialistas a necessidade de estabelecer no País maior e melhor proteção social aos mais pobres. Mas não é só debate. Simultaneamente, o ex-governador do Ceará apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o Benefício Universal Infantil – programa que atenderá famílias com integrantes de até 14 anos. Mais especificamente, aqueles com idade de zero a seis anos. O texto permite integração parcial ou total com os programas Salário-Família e Bolsa Família. Fonte de financiamento? A partir da revisão/redução de benefícios fiscais.

Referência de gestão e ações de largo alcance social
Já, literalmente, em capítulos de livros de História do Ceará, Tasso Jereissati é, seguidamente, apontado como um dos “cabeças” do Congresso Nacional. Nos últimos meses, destacou-se no plano nacional, quando coordenou os trabalhos na Casa sobre o Marco Regulatório do Saneamento, que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto no Brasil até 2033. Nos anos 1980-90, à frente do Estado do Ceará, cunhou modelo de gestão ainda hoje referência e, no social, implantou programas como o Agentes Comunitários de Saúde. 

Passado, presente e futuro dos senadores cearenses
Tasso chegou ao nível biográfico de sua vida política. Atua de olho na posteridade. Foi três vezes governador. Cid vive o presente de seu poder no Ceará, que se projeta nacionalmente. Foi governador duas vezes. Girão tem os pés no presente e os olhos no futuro. Não foi governador nenhuma vez. Mas não tira isso da cabeça.

O poderoso Senado e o espetáculo escabroso que macula sua história

Da Coluna Erivaldo Carvalho, d o jorna O Otimista, desta segunda/19:

Plenário do Senado da República: importância na vida do País não condiz com desvio de seus integrantes/Jonas Pereira – Agência Senado

Apesar de a campanha eleitoral ganhar corpo nos rincões de todo o País, esvaziando plenários parlamentares Brasil afora, o Senado Federal começa a semana com uma pesada agenda de sabatinas e votações de nomes indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal de Contas da União (TCU); para quatro diretorias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e um diretor da Comissão de Valores Mobiliários. Alguns assumirão mandatos vitalícios. Outros desempenharão suas atribuições por tempo determinado. Em comum, têm a autonomia para decidir e a responsabilidade do impacto sobre a vida de milhões de brasileiros, quer na seara da justiça (STF), saúde (Anvisa) ou econômica (CVM).

Essa é somente uma pequena amostra do poder que tem um senador, a quem também cabe processar e julgar o presidente da República, autorizar empréstimos externos para estados e municípios, e uma série de outras funções, compartilhadas com os deputados federais ou de competência exclusiva. Tão importantes são que o mandato é de oito anos  – o único entre os eleitos pelo voto popular. Por tudo isso e muito mais, é proporcionalmente chocante o espetáculo escabroso que um dos representantes de Roraima na Casa, Chico Rodrigues (DEM), protagonizou, escondendo dinheiro na cueca numa batida da Polícia Federal. Sob todos os aspectos, é um episódio triste, que macula a história do Senado da República.